Quem sou eu

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Sou amante dos animais e da natureza. Busco um caminho além das fronteiras impostas pelo homem. Procuro um meio de conhecer mais, aventurando e convivendo com esse universo além do ser humano, o mundo dos animais e das plantas, aonde existe vida. Acima de tudo este projeto foi criado para conscientizar as pessoas, mostrando muitos desses maravilhosos animais, fazendo-as compreender sua beleza e sua importância para o meio ambiente e para nós, humanos. Também temos como objetivo falar sobre todos os aspectos relacionados ao meio ambiente e a sustentabilidade. Lembrando que cada um de nós precisa fazer sua parte, para que possamos viver em um mundo sustentável. Qualquer dúvida é só entrar em contato! Marcus Farah.
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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Tartaruga de Pente (Eretmochelys imbricata) - Projeto Tamar

A tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata) é uma das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, e também uma das mais ameaçadas.

Acredito que praticamente todo brasileiro conhece esse animal, apesar de não saber. Basta olhar no verso da nossa nota de dois reais haha.

Confiram mais algumas curiosidades sobre esse belo animal no novo vídeo do canal!

Espero que gostem e não se esqueçam de se inscrever no canal :)

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Encanto Azul

Duas e meia da manhã,
E o amanhã que não chega?
Ontem estava lá, na terra que só cheira amor,
Hoje estou aqui, sozinho, debaixo do meu cobertor.

Com o coração acelerado, e a mente divagando,
Nesta madrugada, penso estar sonhando,
Com o som, as ondas e a cor do mar;
Com as vozes e sorrisos a me encantar.
De pessoas, que um dia irei reencontrar.

São tantas as lembranças, uma saudade que não cabe em mim;
Tantas memórias, do azul, de um mar sem fim.

- Marcus Farah.



quinta-feira, 14 de julho de 2016

Diário de Viagem

Com nossa nova parceria com o Fernando Haro, veio um novo quadro no canal, chamado "Diário de Viagem"

Além dos vídeos com informações sobre animais e sobre os lugares, vamos trazer à vocês algumas imagens incríveis dos lugares que visitamos.

No primeiro "Diário de Viagem" confiram imagens da Praia do Éden, uma das melhores praias para se mergulhar no Guarujá.



Em nosso segundo Diário de Viagem, confira algumas imagens incríveis do Aquário do Guarujá, o Acqua Mundo Guarujá, um dos maiores aquários da América Latina.



Equipe:
Marcus Farah - Educador Ambiental.
Fernando Haro - Câmera/Cinegrafista.

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Filhotes de Tartaruga Marinha indo para o Mar

As áreas de desova das tartarugas marinhas, no litoral brasileiro, se estendem nas regiões mais quentes, do norte do Rio de Janeiro até o Rio grande do Norte, e a temporada de reprodução é durante os meses mais quentes do ano, no Brasil, de setembro a março e de dezembro a junho, nas ilhas oceânicas. Ocasionalmente, tartarugas desorientadas podem fazer ninhos fora dessas áreas, como é o caso dos ninhos das praias de Itamambuca e do Puruba, em Ubatuba. Quando isso acontece, por Ubatuba ser uma área mais fria e chuvosa, pode acontecer de poucos ovos eclodirem, ou até mesmo, nenhum. Dessa vez tivemos a sorte de alguns filhotes nascerem e pudemos presenciar uma das maravilhas da natureza, ver esses pequenos indo em direção a imensidão azul! Com certeza um dos momentos mais emocionantes da minha vida!



Esse foi o último vídeo sobre as tartarugas marinhas. Obrigado a todos que acompanharam essa "Saga das Tartarugas Marinhas e do Projeto Tamar". Gostaria de deixar um agradecimento especial a toda a equipe do Projeto Tamar, aos meus colegas e novos amigos, estagiários, que compartilharam comigo experiências incríveis e principalmente aos meus queridos pais, pois sem eles eu não teria chegado até aqui. Muito obrigado e fiquem ligados no Spirito Selvagem!

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Link Ninho de Tartaruga Marinha em Ubatuba
https://www.youtube.com/watch?v=Q-WsdvC5s9I

Soltura filhotes de Itamambuca, Por Bruno Amyr - Coordenador do Centro de Visitantes da base de Ubatuba do Projeto Tamar
https://www.youtube.com/watch?v=Y-U6YSHIOEI

Assista também o vídeo da nossa participação no programa Super HDB da Rede Vida, onde falamos sobre os mamíferos marsupiais:
https://www.youtube.com/watch?v=ylJ6_yZR2Yc

terça-feira, 8 de março de 2016

Ouriço do Mar e Ilha das Couves

A Ilha das Couves em Ubatuba é um lugar maravilhoso, com águas cristalinas e um ótimo lugar para mergulhar, tanto, que tem gente que a chama de “Caribe brasileiro” ou “Fernando de Noronha de São Paulo”. Lá é possível ver diversos animais.
  
O ouriço do mar é um animal do grupo dos equinodermos, assim como as estrelas, pepinos e bolachas do mar. É um animal que vive fixado em rochas do costão rochoso e se alimenta de partículas orgânicas que retira deste ambiente, com a ajuda de seus espinhos e uma boca localizada na parte central inferior do seu corpo.

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O ouriço não foi o primeiro equinodermo que gravamos. Clique aqui e confira o vídeo que fizemos sobre a bolacha do mar!

Obrigado e até mais! Fiquem ligados!
  

terça-feira, 1 de março de 2016

Soltura de Tartaruga Verde e Corrida de Canoa

Essa tartaruga verde juvenil foi encontrada presa em uma rede na praia do Camburi, região norte de Ubatuba, e estava com a presença de alguns tumores chamados de ‘Papilomas’. Ela foi levada para a base de Ubatuba do projeto Tamar, onde passou por uma cirurgia e foi devolvida ao mar dias depois, quando já estava melhor.
  
A soltura foi feita no dia 23 de janeiro, na praia do Bonete, na região sul de Ubatuba, durante a tradicional Festa de São Sebastião, que estava comemorando seus 168 anos. A festa incluiu diversas atrações musicais e culturais, como a apresentação da banda Praieira e a tradicional corrida de canoas.


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Confiram também os vídeos que fizemos anteriormente sobre as tartarugas marinhas e o Projeto Tamar:
  
Ninho de Tartaruga Marinhas em Ubatuba
    
Tartarugas Marinhas do Brasil e o Projeto Tamar
    
Tartarugas Albinas
https://www.youtube.com/watch?v=0GyQeXG8UF4
 
Curiosidade Animal: Diferença de Tartarugas, Cágados e Jabutis
https://www.youtube.com/watch?v=fdBr3YUJIIo
  
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Curiosidade Animal: Tartaruga, cágado e jabuti

Como regra geral, todos os integrantes da ordem Testudines (tartarugas, cágados e jabutis) podem ser chamados, popularmente, de tartarugas, sendo tartarugas marinhas, tartarugas de água doce e tartarugas terrestres. Porém, também podemos diferenciar esses animais, da seguinte maneira:

Tartarugas (subordem Cryptodira): tartarugas marinhas e as de água doce. As tartarugas de água doce possuem o casco mais alto do que o dos cágados, o que possibilita que ela encolha o pescoço.

Cágados (subordem Pleurodira): tartarugas de água doce que possuem o casco mais achatado e dobram o pescoço de lado;

Jabutis (subordem Cryptodira): tartarugas terrestres, que possuem casco alto e ‘’patas de elefante’’.
  
    
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Confiram também os vídeos que fizemos anteriormente sobre as tartarugas marinhas e o Projeto Tamar:

Ninho de Tartaruga Marinhas em Ubatuba

Tartarugas Marinhas do Brasil e o Projeto Tamar

Tartarugas Albinas

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Tartarugas Marinhas Albinas - Projeto Tamar

Boa noite, galera! Vocês sabem o que é o albinismo? Vocês já viram uma tartaruga marinha albina? Será que ela sobreviveria na natureza? Confiram tudo isso e outras coisas no vídeo, que está curtindo e muito legal!

Os filhotes de tartarugas albinas que se encontram na base de Ubatuba do Projeto Tamar são da espécie Caretta Caretta (cabeçuda) e nasceram em dezembro de 2014, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. De um total de 118 filhotes, oito nasceram albinos e foram encaminhados para Ubatuba, desses, apenas um não sobreviveu, até hoje.

O albinismo é um fenômeno raro que se caracteriza pela ausência total ou parcial de pigmentação, o que deixa os animais mais frágeis e expostos a ataques de predadores. Por esses motivos, esses filhotes não sobreviveriam na natureza.

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Tartarugas Marinhas do Brasil e o Projeto Tamar

Boa tarde, galera! Tem vídeo novo no canal. Vocês sabem quais são as espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil? Sabem qual delas é a mais encontrada aqui no litoral de São Paulo? O vídeo está muito legal! Confiram e aprendam mais sobre esses animais incríveis!

Existem 7 espécies de tartarugas marinhas do mundo, sendo que 5 delas ocorrem no Brasil. Confiram o vídeo!

A tartaruga de couro, ou tartaruga gigante é a maior tartaruga marinha do mundo, podendo chegar a pesar em média de 500 a 700 kg e medir mais de 2 metros de comprimento. Essa espécie não é mantida em nenhuma base do Projeto Tamar por motivos simples. Essa espécie, além de ser muito grande, possui hábito oceânico e se alimenta principalmente de águas vivas, o que dificultaria o manejo dela em cativeiro, além de ser a espécie mais ameaçada de extinção.  No Brasil, a única área onde ocorre desovas constantes de tartarugas de couro é em Regência, no Espírito Santo. Sim, exatamente onde deságua o Rio Doce e onde caiu toca aquela lama da Samarco.

Assistam o vídeo e conheçam as outras tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil!

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Ninho de Tartaruga Marinha em Ubatuba

Faaaala, galera. Quanto tempo, né? Faz mais de um mês que não posto nada, mas foi por um ótimo motivo. Passei esse tempo todo em Ubatuba, trabalhando como estagiário no Projeto Tamar com as incríveis e maravilhosas tartarugas marinhas! Sabem o que isso quer dizer? Nas próximas semanas teremos muitos vídeos muito, mas muuito legais! E sem enrolação, vamos logo com o primeiro!

As áreas de desova das tartarugas marinhas se concentram nas regiões mais quentes, no litoral brasileiro, se estendem do norte do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Norte. Ocasionalmente, tartarugas desorientadas podem fazer ninhos fora dessas áreas, como é o caso do ninho da praia de Itamambuca, em Ubatuba. Quando isso acontece, por Ubatuba ser uma área mais fria e chuvosa, pode acontecer de poucos ovos eclodirem, ou até mesmo, nenhum. Querem saber o que aconteceu com esse ninho? Fiquem ligados no Spirito Selvagem! E não se esqueçam de curtir nossa página e se inscrever no canal!

   

sábado, 27 de junho de 2015

Retrospectiva Ubatuba - Vem mais por aí!

E a promessa está sendo cumprida! Amanhã estaremos voltando, depois de 1 ano, à cidade do amor, Ubatuba, em busca de novos desafios. Desta vez, no Aquário de Ubatuba. Tenho certeza que será um mês incrível de novas amizades e muito aprendizado.

Confiram um pouco de como foi nossa experiência no ano passado, na cidade que só cheira amor. Com isso da pra ter uma noção do que está por vir! Haha.


sábado, 16 de maio de 2015

Fazenda Acaraú

No dia 23/04 os alunos da Engenharia Ambiental e Sanitária e da Gestão Ambiental do SENAC realizaram uma visita técnica a Fazenda Acaraú, localizada em Bertioga, litoral de São Paulo

A Fazenda Acaraú desenvolve diversos trabalhos de levantamento da fauna e da flora, além de ser reconhecida como Área de Soltura de Animais Silvestres. Ela possuí um centro de manejo com recintos onde ficam hospedados animais que são recebidos e que estão em tratamento e observação para serem reabilitados. Durante nossa visita pudemos avistar diversas espécies de animais em vida livre, entre aves e mamíferos, além de ter a oportunidade de conhecer esses recintos e observar os animais em reabilitação. No caso, um jacu e um lindo gato-do-mato-pequeno, que em breve devem ser devolvidos a natureza. Trabalho fantástico da Fazenda Acaraú! 

Confiram o vídeo que fiz falando sobre uma cutia que encontramos se aproveitando de um dos comedouros que ficam espalhados pela fazenda e confiram todas as fotos da visita clicando aqui.

  

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Fotos Cananéia outubro/2014

Confiram nossos registros realizados em Cananéia em outubro de 2014!

Cananéia - Outubro de 2014

      

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Fotos Ubatuba julho/2014

Confiram nossos registros realizados em julho de 2014 em Ubatuba!

Ubatuba - Julho de 2014

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Cananéia - Parte 2, Reserva Extrativista do Mandira

Após aprendermos sobre a Cooperostra, fomos até a Reserva Extrativista do Mandira, local onde os coletores fazem a coleta e a engorda das ostras.
Primeiramente fizemos um trilha pelo manguezal, guiados pelo Chico Mandira. O manguezal é formado por mangues e é uma área de transição entre o ambiente terrestre e o ambiente marinho.
  

O Chico nos ensinou que no Brasil há sete espécies de mangues, entre eles o mangue-branco, mangue-preto, mangue-vermelho e mangue-amarelo.


Enquanto esperávamos o barco que nos levaria até o local onde é feita a engorda, aproveitamos para tomar um belo de um banho!


O manguezal é considerado o berçário do mar, pois é local de reprodução de tanto espécies marinhas como de água doce. Devido a isso o manguezal é um ambiente de muita importância.
Um morador comum do manguezal e que nos deu o prazer de sua visita foi a fêmea do caranguejo-uca, também conhecido como chama-maré.


Enfim o barco chegou e fomos pelo estuário até o local da engorda, onde o Nei nos falou mais sobre tal processo.

  
O objetivo da engorda é ter ostras com o tamanho exigido para a comercialização (de 5 a 8 cm) durante o período de defeso, que é o período em que a coleta fica proibida pois é o período de reprodução desses animais, de 18 de dezembro a 18 de fevereiro.
  

Após voltarmos a terra firme pudemos saborear um delicioso almoço na comunidade do Mandira feito pelo pessoal da comunidade.


Depois do almoço tivemos uma palestra com o Chico Mandira sobre a história da comunidade e depois fizemos uma trilha, onde no fim pudemos relaxar em uma bela cachoeira.


E por fim chegou a hora de ir embora. Gostaria de agradecer ao Chico Mandira, Nei, Mario, Celina e a todos da comunidade do Mandira que estiveram com a gente durante esses dois dias, aos meus professores José Luis e Alessandro Athiê, aos meus colegas da engenharia ambiental Julio, Nicholas, Erick, Leandro, Decio, Amanda, Luiza, Letícia, Gabriele, Sabrina e Léo e aos meus colegas do curso de administração.


Confiram o vídeo sobre a Reserva Extrativista e até a próxima! Fiquem ligados!


 
Trilha sonora:

Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura)
Grupo Cantarolama - Agonia do Manguezal
  

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cananéia - Parte 1, Cooperostra

De norte a sul do litoral paulista, passamos de Ubatuba para Cananéia. Em outubro fizemos uma visita técnica com a faculdade em Cananéia, com o objetivo de aprender mais sobre o processo de gestão do projeto de manejo de ostra da Cooperativa de Produtores de Ostras (Cooperostra) e sobre a estrutura de implantação da Reserva Extrativista do Mandira de Cananéia. Quando surgiu a Cooperostra, os cooperados foram capacitados em gestão de projetos pelo José Luis Silva de Oliveira do Instituto Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, gestor ambiental e professor do Centro Universitário SENAC (O Zé Luis é meu professor de Gestão de Projetos e foi quem organizou a visita técnica).

Nossa primeira parada em Cananéia foi no Instituto de Pesca para ter uma palestra com a pesquisadora Celena para entender a relação do Instituto de Pesca com a cooperativa. O instituto auxilia na organização da cooperativa e também realiza estudos sobre as ostras na Reserva Extrativista do Mandira.

Entrada do Instituto de Pesca de Cananéia

Entrada da Cooperostra

Em seguida fomos até a cooperativa conversar com o funcionário Mario e aprender um pouco mais sobre a cooperostra, sua organização, história e como é realizada a engorda, extração e comercialização das ostras. 

A ostra é um molusco bivalve, ou seja, que possui duas conchas. Podem ser encontradas em todos os mares do mundo, menos em regiões muito frias ou poluídas e são muito apreciadas na culinária por diversos povos.

A extração e comercialização das ostras é a principal fonte econômica de Cananéia e antes da cooperostra a extração era feita pelos coletores de ostra, cada um por si. A cooperostra surgiu para melhorar a situação precária dos coletores tradicionais que coletavam clandestinamente e vendiam aos atravessadores para garantir sua subsistência. Assim a Cooperostra surgiu para organizar a produção e o comércio das ostras, resultando em um aumento da qualidade do produto, certificando-o e assim, ampliando seu mercado.


A Cooperostra extrai o recurso de modo sustentável, respeitando o período de defeso, e assim permitindo que ele se mantenha e não se esgote. O defeso é uma época do ano em que é proibido a extração de determinado recurso marinho com a finalidade de preservar tal recurso para que ele possa se manter. O período de defeso das ostras vai de 18 de dezembro a 18 de fevereiro. O período anual é instituído pelo Ibama e varia conforme o período de reprodução de cada espécie.


O período de defesa das ostras é durante a melhor época de vendas devido ao turismo que cresce em dezembro e janeiro. Devido a isso surgiu a ideia da engorda. A coleta é feita meses antes e ostra é colocada para engorda para que esteja no tamanho ideal (de 5 a 8 cm) de venda na época da engorda. Assim é possível vender sem extrair.


O processo de limpeza da ostra é realizado por depuração (filtragem e purificação) do molusco, utilizando água potável.


No tempo em que ficamos na Cooperostra recebemos algumas visitas. 

Nosso primeiro visitante foi esse conhecido habitante do litoral. O caranguejo, um crustáceo que pode ser encontrado em regiões litorâneas por todo o mundo e que possui a capacidade de se adaptar a qualquer tipo de água.


Outro visitante foi esse lindo saí-azul! Foi realmente um presente incrível, fazia tempo que não avistava um desse!


Depois de um belo dia de muito aprendizado pudemos experimentar uma saborosa ostrinha.
 

Fiquem ligados, na próxima iremos até a Reserva Extrativista do Mandira!



Trilha sonora:
Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura)
Tokens - The Lion Sleeps Tonight
   

sábado, 1 de novembro de 2014

Ubatuba - Parte Final

É isso aí galera, o que é bom dura pouco. Chegamos ao fim da nossa aventura em Ubatuba! No meu último fim de semana meus pais foram até lá e eu pude leva-los para conhecer alguns lugares legais em Ubatuba, como o caisão, o aquário e o projeto Tamar, que minha mãe ainda não conhecia. No dia seguinte fomos até a praia do Felix e até Paraty e enfim voltamos para São Paulo. Confiram o último vídeo de Ubatuba!


Obrigado a todos que participaram e estiveram comigo nesse mês fantástico e o fizeram ser inesquecível!
Clara, Matheus, Dandara, Nadja, Pepa, Renan, Guilherme, Rodrigo, Danilo, Carlinhos, Pichu, Carla, Paula, Cabala, Felipe, Renata, Tamires, Fernanda, Hanna, Denise, Mel, Matheus, Ytalo, Claudia, Mariana, Rhyllary, Aline, Karol, Mariana, Thais, Henrique, e é claro, aos meus queridos pais Roberto e Katia!

Até a próxima e fiquem ligados!

 
Trilha sonora:
Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura)
Semente na Ativa - Sorria
Circuladô de Fulô - Xote de Ubatuba
  

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ubatuba - Parte 6 - Golfinho

Finalmente! Hoje vamos falar sobre o golfinho que encalhou na praia de Itamambuca e foi resgatado pelo Instituto Argonauta.

No dia 27 de julho o Instituto Argonauta recebeu um chamado de um golfinho que encalhou na praia de Itamambuca, em Ubatuba. Rapidamente nos dirigimos para o local. Na equipe que realizou o resgate do golfinho estavam o biólogo Danilo, o veterinário Rodrigo e a veterinária Paula, profissionais do Instituto Argonauta e eu e a Ana Paula (Pepa), estagiários do Instituto.

Casos como esse, de golfinhos encalhados são relativamente comuns por todo o litoral. Geralmente isso acontece com animais que estão muito fracos e não conseguem acompanhar o bando, ficando desnorteados e acabando por encalhar nas praias.

Chegando ao local, foi preciso realizar alguns procedimentos básicos para determinar o estado de saúde do golfinho, além de um trabalho de educação ambiental com as pessoas que estavam em volta. Nesse trabalho foi explicado os possíveis motivos do golfinho ter encalhado, quem é o Instituto Argonauta e o que faríamos para ajudar o golfinho.


Foi constatado que o animal estava fraco e hipotérmico. Ele foi medicado e foi realizada uma tentativa de soltura, mas depois de nadar pelas águas rasas por quase meia hora, o golfinho voltou a encalhar.


Como não houve melhora do golfinho após a medicação, foi preciso leva-lo até o CRETA (Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Aquáticos do Instituto Argonauta) para que pudesse se recuperar até estar pronto para voltar ao mar. No CRETA ele precisou de atenção 24h por dia, mas se recuperou rápido e bem.

O golfinho foi identificado como sendo do gênero Stenella. Os golfinhos desse gênero são espécies oceânicas e não costeiras, e não é comum serem vistos perto da costa, ao contrário de espécies como o golfinho-nariz-de-garrafa, que possuem hábitos costeiros.


Apesar de se parecerem com peixes, os golfinhos na verdade são mamíferos, assim como nós. Eles possuem pelos, são endotérmicos, produzem leite, respiram ar e podem se afogar, se presos por muito tempo debaixo d'água. Esse é um exemplo de 'convergência evolutiva', na qual diferentes espécies possuem estruturas parecidas pois possuem modos de vida semelhantes.

Assim como as baleias, os golfinhos fazem parte do grupo de mamíferos marinhos da ordem Cetacea (cetáceos), e passam toda a vida no mar, ao contrario de outros mamíferos marinhos como o lobo-marinho e a foca, que podem retornar a terra.

Esses animais se comunicam através de um mecanismo semelhante ao sonar dos morcegos, conhecido como ecolocalização. Através da ecolocalização eles emitem sons na água que podem ser ouvidos por outros golfinhos a quilômetros de distância, permitindo assim que localizem uns aos outros.

Outro ponto positivo é que esses animais são muito sociáveis e podem facilmente entrar em grupos de outras espécies de golfinhos, dando a este animal mais chances de encontrar um grupo e sobreviver ao ser solto no mar.


Depois de cinco dias de plantão, foi uma satisfação enorme poder ver um animal que dedicamos dias para cuidar, voltando ao mar, forte e saudável. É realmente muito emocionante e fiquei muito feliz! Isso mostra que todo o esforço e dedicação valeram a pena. Parabéns a equipe do Instituto Argonauta!

Equipe do Instituto Argonauta que ficou de plantão por cinco dias cuidando do golfinho! Profissionais Danilo, Rodrigo e Carlinhos e estagiários Clara, Matheus, Dandara, Nadja, Pepa, Renan, Guilherme e eu.

Além de tudo isso, foi trabalhando no Instituto Argonauta que eu tive minha primeira aparição na mídia! Confiram as reportagens da Veja e da Record onde eu apareço rapidamente de capa de chuva amarela, durante o resgate e também a reportagem da Rede Globo sobre a soltura do golfinho, da qual eu não participei, mas o golfinho foi acompanhado pelos profissionais do Instituto Argonauta e pelo Matheus, que também estava estagiando no CRETA.



   
IMPORTANTE

Se alguém ver um golfinho vivo encalhado, o recomendado é ligar para o órgão ou instituição local responsável, podendo ser institutos como o Argonauta, aquário da cidade ou mesmo a polícia ambiental. Para manter o golfinho vivo até a ajuda chegar, o importante é fazer 'buracos' debaixo das nadadeiras para que ele não se machuque caso se debata, e manter o animal úmido, sem deixar que a água entre no orifício respiratório, pois se isso acontecer ele pode morrer.  

Espero que tenham gostado. Fiquem ligados!
    

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ubatuba - Parte 5 - Costões Rochosos

Nessa postagem trataremos apenas de costões rochosos, ambientes de transição entre o continente e o mar.

Costão rochoso é um ambiente costeiro de transição entre o continente e o mar. No Brasil, suas rochas são de origem vulcânica e podem se estruturar de diferentes maneiras. O costão pode ser formado por paredões verticais que podem atingir muitos metros tanto de altura acima do nível do mar, como de profundidade, como por exemplo na Ilha de Trindade, ou por matacões de rochas fragmentadas com pouca inclinação, como é o caso da costa de Ubatuba.

A ocorrência de costões rochosos está relacionada com a proximidade das serras em relação ao Oceano Atlântico. Em locais como Ubatuba, onde a Serra do Mar se eleva próxima ao oceano há um predomínio de costões rochosos no limite terra-oceano, porém, em locais onde a Serra do Mar está distante da costa, a predominância é de manguezais e restingas, assim como em Cananéia. 
  

Costão rochoso da praia do Tenório - Ubatuba

Os costões podem ser modelados por influências físicas (erosão, batimento das ondas, ventos, chuvas e temperatura), químicas (decomposição das rochas) e biológicas (desgaste das rochas causados por organismos presentes no costão).


Os costões rochosos apresentam uma rica biodiversidade, como algas e diversos animais marinhos que se fixam às rochas, assim como espécies de moluscos, crustáceos, peixes, tartarugas, entre outros. Alguns animais como os caranguejos vivem no costão, utilizando o labirinto de rochas como proteção para predadores. Esses animais são muito espertos, basta chegar perto e eles já fogem para o meio das pedras.


Existem diversos tipos de poluição em ambientes costeiros marinhos causadas pelo homem. Derramamento de petróleo e poluição por esgotos domésticos são algumas das mais graves, mas esse assunto específico ficará para uma próxima vez.

Em costões rochosos é comum encontrar lixos de todos tipos que foram deixados lá ou mesmo que foram jogados no mar e foram trazidos pela correnteza e acabaram ficando presos entre as rochas. Lixos como garrafas pet, latinhas, roupas, calçados, etc. Em Ubatuba chegamos a encontrar até um colchão no costão!! Infelizmente não registrei esse colchão, mas nós o levamos para o Instituto Argonauta e ele está sendo utilizado sempre que preciso, durante o tratamento e a estadia de animais no CRETA.

O fato é que muitas vezes as pessoas não sabem o impacto que causam jogando esses materiais no mar. Muitos animais podem acabar se machucando ou até comendo esses objetos. Casos de aves com lixo no estômago são muito comuns no CRETA. 

Sendo assim, toda vez que for jogar um lixo no mar, ou no chão, ou em qualquer outro lugar que não seja uma lixeira, pense nos impactos que você está causando.



Enfim, falamos um pouco sobre os costões rochosos, mas ainda há muito o que se discutir sobre esse ambiente, mas teremos outras oportunidades para isso. Amanhã estarei indo com a faculdade para Cananéia em uma saída de campo. Quando voltar, terminaremos de falar sobre Ubatuba e falaremos sobre Cananéia e o litoral sul de São Paulo. Fiquem ligados!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ubatuba - Parte 4

No caminho de mais um dia de trabalho, assim como todos os outros, fomos agraciados com a presença de diversas aves que habitam a região. Abaixo vemos gaivotas, que são uma família de aves marinhas, encontradas em todo litoral brasileiro, sendo o gaivotão a espécie mais encontrada no litoral paulista; garças-brancas, que são aves aquáticas e podem ser encontradas desde o litoral, até o interior do país e nos grandes municípios e o urubu-de-cabeça-preta, ave que se alimenta de animais mortos e que também pode ser encontrada em todo território nacional. O biguá também é uma ave aquática muito comum na região e que avistamos com frequência.


Essa é uma visão comum na região. A costa de Ubatuba é repleta de espécies de peixes e de lugares bons para pescar, e onde há barcos pesqueiros, há aves em volta. As aves marinhas vivem seguindo os barcos pesqueiros tentando abocanhar os peixes indesejados que os pescadores devolvem ao mar. 


Em mais um dia de folga, resolvemos ir até Trindade, no Rio de Janeiro, para visitar as famosas Piscinas Naturais de Trindade, também conhecidas como Piscina Natural do Cachadaço. É possível chegar nas piscinas por trilha ou por barco. Optamos por ir de barco, que saiu da Praia do Meio e nos levou até elas.


Possuem esse nome pois são cercadas de rochas vulcânicas, que formam uma piscina natural onde é possível nadar. Apesar do dia não estar ensolarado, deu para aproveitar muito. As piscinas naturais são belíssimas!


É com esse lindo pôr do sol finalizamos mais um dia. Continuem nos acompanhando e fiquem ligados!