Quem sou eu

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Sou amante dos animais e da natureza. Busco um caminho além das fronteiras impostas pelo homem. Procuro um meio de conhecer mais, aventurando e convivendo com esse universo além do ser humano, o mundo dos animais e das plantas, aonde existe vida. Acima de tudo este projeto foi criado para conscientizar as pessoas, mostrando muitos desses maravilhosos animais, fazendo-as compreender sua beleza e sua importância para o meio ambiente e para nós, humanos. Também temos como objetivo falar sobre todos os aspectos relacionados ao meio ambiente e a sustentabilidade. Lembrando que cada um de nós precisa fazer sua parte, para que possamos viver em um mundo sustentável. Qualquer dúvida é só entrar em contato! Marcus Farah.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Enriquecimento Ambiental - Ambiente Natural

Hoje tem vídeo novo no canal!Vamos continuar a falar sobre enriquecimento ambiental.

Uma das técnicas de enriquecimento ambiental mais básicas é a reprodução do ambiente natural dos animais. Essa técnica serve para diversos animais como peixes e principalmente animais silvestres. O objetivo é aproximar o máximo possível o ambiente de cativeiro ao ambiente onde o animal se encontra na natureza.

Gostaram? Então se inscrevam no canal e compartilhem o vídeo, para ajudar a levar essa informação para outras pessoas, garantindo uma qualidade de vida melhor para muitos animais! Fiquem ligados!



  

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Novos vídeos

Fala galera! 
Faz tempo que não posto nada aqui no blog. A verdade é que estou focando mais na página do facebook, no instagram e no canal do youtube. Se quiserem acompanhar nossas publicações de forma mais rápida, nos acompanhem por essas redes sociais. Obrigado!

Facebook: Spirito Selvagem

Instagram @spiritoselvagem

Youtube: Spirito Selvagem

De qualquer maneira, seguem os últimos vídeos do canal para que possam assistir!

Enriquecimento Ambiental - Alimento vivo


Gambá Saruê - Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente


Bolacha do Mar - Praia do Cedro

 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Núcleo da Pedra Grande

No mesmo dia que fomos ao Horto Florestal, fomos conhecer o Núcleo da Pedra grande, um dos quatro núcleos do Parque Estadual da Cantareira. O núcleo possui quatro trilhas, e fizemos as quatro! A maior é a trilha da Pedra Grande, que leva até a Pedra Grande, principal atrativo do núcleo e que nos propicia uma vista belíssima da cidade de São Paulo. Confiram!



Quero deixar um agradecimento especial ao meu amigo e parceiro Romário Sousa do ABC dos Resíduos Sólidos!
 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Horto Florestal - Caxinguelê e capivara

No começo de maio fui, junto ao meu parceiro Romário do ABC dos Resíduos Sólidos, ao Horto Florestal e ao Núcleo da Pedra Grande, no Parque Estadual da Cantareira. O Horto Florestal está localizado na zona norte da cidade de São Paulo e é um ótimo lugar para lazer, levar a família, relaxar e apreciar a natureza. Em nossa visita no horto, encontramos uma capivara e um esquilo. Confiram! Em breve disponibilizo o vídeo do Núcleo do Engordador que está muito legal e também as fotos do dia.

sábado, 16 de maio de 2015

Fazenda Acaraú

No dia 23/04 os alunos da Engenharia Ambiental e Sanitária e da Gestão Ambiental do SENAC realizaram uma visita técnica a Fazenda Acaraú, localizada em Bertioga, litoral de São Paulo

A Fazenda Acaraú desenvolve diversos trabalhos de levantamento da fauna e da flora, além de ser reconhecida como Área de Soltura de Animais Silvestres. Ela possuí um centro de manejo com recintos onde ficam hospedados animais que são recebidos e que estão em tratamento e observação para serem reabilitados. Durante nossa visita pudemos avistar diversas espécies de animais em vida livre, entre aves e mamíferos, além de ter a oportunidade de conhecer esses recintos e observar os animais em reabilitação. No caso, um jacu e um lindo gato-do-mato-pequeno, que em breve devem ser devolvidos a natureza. Trabalho fantástico da Fazenda Acaraú! 

Confiram o vídeo que fiz falando sobre uma cutia que encontramos se aproveitando de um dos comedouros que ficam espalhados pela fazenda e confiram todas as fotos da visita clicando aqui.

  

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Lagartixa

Aprendam um pouco mais sobre a lagartixa! Entendam a importância dela para o meio ambiente e como ela pode nos ajudar dentro de casa. Confiram!


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Passarinhada São Sebastião do Paraiso, MG

Passamos o natal em São Sebastião do Paraiso, MG, e não podíamos deixar de sair para passarinhar, e como sempre não nos decepcionamos. Em algumas horas conseguimos registrar 25 espécies de aves. Vou falar de algumas pra vocês e depois mostro as outras.

O curicaca é uma ave quevive em pequenos bandos e procuram seu alimento no chão em campos abertos, utilizando seu bico longo e curvo para pegar larvas e besouros na terra fofa. Quando chega a noite essas aves se empoleiram nas árvores.


O carcará é um gavião onívoro, ou seja, se alimenta praticamente de tudo que encontra, animais vivos ou mortos e até lixo. Por isso também é comum avistá-lo em grandes cidades. 
O carcará também foi inspiração para a canção 'Carcará' composta por João do Valle e José Cândido e que fez sucesso na voz de Maria Bethânia. Essa canção descreve o hábito do carcará de caçar em queimadas.

...Carcará, lá no sertão
É um bicho que avôa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará, quando vê roça queimada
Sai voando e cantando, Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada...


O pica-pau-do-campo habita campos e cerrados, vivendo em casais ou pequenos grupos. Tem o hábito de capturar insetos no chão. Sua glândula mandibular possui uma secreção que serve como cola, fazendo com que sua língua funcione como vara e fisgue os insetos, facilitando que pegue insetos como formigas e cupins.


A seriema como sempre, marcando sua presença. Procura seu alimento no chão, podendo se alimentar de insetos, pequenos vertebrados e ovos. Contraditoriamente essa ave é beneficiada pelo desmatamento, já que habita campos abertos. 
É uma ave que prefere correr ao voar. Pode atingir uma velocidade acima de 50 km/h antes de levantar voo.


Esses tucanos foram um presente, avistados nos acréscimos, ainda em Minas Gerais, quando já estávamos voltando para São Paulo.
O tucanuçu ou tucano-toco é facilmente reconhecido pela sua coloração, formato e tamanho do bico. Vive em casais ou em bandos e se alimenta de frutas, insetos, outros artrópodes e ovos e filhotes de outras aves.


Confiram o vídeo da passarinhada e fiquem ligados!



Trilha sonora:
Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura)
Maria Bethania - Carcará
    

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ubatuba - Parte 6 - Golfinho

Finalmente! Hoje vamos falar sobre o golfinho que encalhou na praia de Itamambuca e foi resgatado pelo Instituto Argonauta.

No dia 27 de julho o Instituto Argonauta recebeu um chamado de um golfinho que encalhou na praia de Itamambuca, em Ubatuba. Rapidamente nos dirigimos para o local. Na equipe que realizou o resgate do golfinho estavam o biólogo Danilo, o veterinário Rodrigo e a veterinária Paula, profissionais do Instituto Argonauta e eu e a Ana Paula (Pepa), estagiários do Instituto.

Casos como esse, de golfinhos encalhados são relativamente comuns por todo o litoral. Geralmente isso acontece com animais que estão muito fracos e não conseguem acompanhar o bando, ficando desnorteados e acabando por encalhar nas praias.

Chegando ao local, foi preciso realizar alguns procedimentos básicos para determinar o estado de saúde do golfinho, além de um trabalho de educação ambiental com as pessoas que estavam em volta. Nesse trabalho foi explicado os possíveis motivos do golfinho ter encalhado, quem é o Instituto Argonauta e o que faríamos para ajudar o golfinho.


Foi constatado que o animal estava fraco e hipotérmico. Ele foi medicado e foi realizada uma tentativa de soltura, mas depois de nadar pelas águas rasas por quase meia hora, o golfinho voltou a encalhar.


Como não houve melhora do golfinho após a medicação, foi preciso leva-lo até o CRETA (Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Aquáticos do Instituto Argonauta) para que pudesse se recuperar até estar pronto para voltar ao mar. No CRETA ele precisou de atenção 24h por dia, mas se recuperou rápido e bem.

O golfinho foi identificado como sendo do gênero Stenella. Os golfinhos desse gênero são espécies oceânicas e não costeiras, e não é comum serem vistos perto da costa, ao contrário de espécies como o golfinho-nariz-de-garrafa, que possuem hábitos costeiros.


Apesar de se parecerem com peixes, os golfinhos na verdade são mamíferos, assim como nós. Eles possuem pelos, são endotérmicos, produzem leite, respiram ar e podem se afogar, se presos por muito tempo debaixo d'água. Esse é um exemplo de 'convergência evolutiva', na qual diferentes espécies possuem estruturas parecidas pois possuem modos de vida semelhantes.

Assim como as baleias, os golfinhos fazem parte do grupo de mamíferos marinhos da ordem Cetacea (cetáceos), e passam toda a vida no mar, ao contrario de outros mamíferos marinhos como o lobo-marinho e a foca, que podem retornar a terra.

Esses animais se comunicam através de um mecanismo semelhante ao sonar dos morcegos, conhecido como ecolocalização. Através da ecolocalização eles emitem sons na água que podem ser ouvidos por outros golfinhos a quilômetros de distância, permitindo assim que localizem uns aos outros.

Outro ponto positivo é que esses animais são muito sociáveis e podem facilmente entrar em grupos de outras espécies de golfinhos, dando a este animal mais chances de encontrar um grupo e sobreviver ao ser solto no mar.


Depois de cinco dias de plantão, foi uma satisfação enorme poder ver um animal que dedicamos dias para cuidar, voltando ao mar, forte e saudável. É realmente muito emocionante e fiquei muito feliz! Isso mostra que todo o esforço e dedicação valeram a pena. Parabéns a equipe do Instituto Argonauta!

Equipe do Instituto Argonauta que ficou de plantão por cinco dias cuidando do golfinho! Profissionais Danilo, Rodrigo e Carlinhos e estagiários Clara, Matheus, Dandara, Nadja, Pepa, Renan, Guilherme e eu.

Além de tudo isso, foi trabalhando no Instituto Argonauta que eu tive minha primeira aparição na mídia! Confiram as reportagens da Veja e da Record onde eu apareço rapidamente de capa de chuva amarela, durante o resgate e também a reportagem da Rede Globo sobre a soltura do golfinho, da qual eu não participei, mas o golfinho foi acompanhado pelos profissionais do Instituto Argonauta e pelo Matheus, que também estava estagiando no CRETA.



   
IMPORTANTE

Se alguém ver um golfinho vivo encalhado, o recomendado é ligar para o órgão ou instituição local responsável, podendo ser institutos como o Argonauta, aquário da cidade ou mesmo a polícia ambiental. Para manter o golfinho vivo até a ajuda chegar, o importante é fazer 'buracos' debaixo das nadadeiras para que ele não se machuque caso se debata, e manter o animal úmido, sem deixar que a água entre no orifício respiratório, pois se isso acontecer ele pode morrer.  

Espero que tenham gostado. Fiquem ligados!
    

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ubatuba - Parte 4

No caminho de mais um dia de trabalho, assim como todos os outros, fomos agraciados com a presença de diversas aves que habitam a região. Abaixo vemos gaivotas, que são uma família de aves marinhas, encontradas em todo litoral brasileiro, sendo o gaivotão a espécie mais encontrada no litoral paulista; garças-brancas, que são aves aquáticas e podem ser encontradas desde o litoral, até o interior do país e nos grandes municípios e o urubu-de-cabeça-preta, ave que se alimenta de animais mortos e que também pode ser encontrada em todo território nacional. O biguá também é uma ave aquática muito comum na região e que avistamos com frequência.


Essa é uma visão comum na região. A costa de Ubatuba é repleta de espécies de peixes e de lugares bons para pescar, e onde há barcos pesqueiros, há aves em volta. As aves marinhas vivem seguindo os barcos pesqueiros tentando abocanhar os peixes indesejados que os pescadores devolvem ao mar. 


Em mais um dia de folga, resolvemos ir até Trindade, no Rio de Janeiro, para visitar as famosas Piscinas Naturais de Trindade, também conhecidas como Piscina Natural do Cachadaço. É possível chegar nas piscinas por trilha ou por barco. Optamos por ir de barco, que saiu da Praia do Meio e nos levou até elas.


Possuem esse nome pois são cercadas de rochas vulcânicas, que formam uma piscina natural onde é possível nadar. Apesar do dia não estar ensolarado, deu para aproveitar muito. As piscinas naturais são belíssimas!


É com esse lindo pôr do sol finalizamos mais um dia. Continuem nos acompanhando e fiquem ligados!

domingo, 14 de setembro de 2014

Ubatuba - Parte 3

Continuando com os registros de Ubatuba, na foto a baixo vocês podem ver uma garça-branca-pequena. 
A garça-branca-pequena é muito comum no litoral. Pode ser facilmente encontrada em bordas de lagos, rios, à beira-mar, manguezais e estuários. Vivem em grupos, e assim como outras espécies de garças, migram pequenas distâncias para dormir todas as que vivem em regiões próximas, sob as mesmas árvores. Se alimentam principalmente de larvas, insetos, anfíbios, caranguejos e pequenos répteis.


Esse é um gambá-de-orelha preta, também conhecido como saruê. Esse animal é uma espécie onívora, alimentando-se praticamente de tudo raízes, pequenos animais e até frutas. Sendo assim, durante a noite esse gambazinho foi se alimentar de umas bananas que estavam nessa lixeira e acabou ficando preso. Levando em consideração que o cacho estava cheio e não sobrou nada, e por sorte não choveu, esse animalzinho se deu muito bem!
De manhã, ao buscar uma banana, o funcionário do Instituto, Carlinhos, teve uma surpresa ao encontrar ao invés de um cacho cheio, com comilão preso.Então nós o soltamos e ele pôde voltar pra natureza, salvo e de barriga cheia!

O saruê é uma espécie de marsupial, que se distingue dos outros animais por haver, nas fêmeas, a presença do marsúpio, um tipo de bolsa abdomimal onde elas carregam e alimentam seus filhotes até eles se desenvolverem o suficiente para viver fora da bolsa. O mau cheiro exalado pelo saruê é seu principal mecanismo de defesa, para fazer o atacante desistir. Pode ser encontrado em matas, áreas abertas e até em cidades, parques urbanos.


Outro habitante do litoral é a fragata, também conhecida como tesourão e pirata-do-mar. As fragatas são as aves com maior superfície de área por unidade de peso. Com comprimento total de quase 1 metro e pesando 1,5 kg. O macho se distingue da fêmea por possuir um saco gular vermelho. Se alimenta de pequenos peixes e frequentemente rouba o alimento de aves como atobás, gaivotas e trinta-réis, daí o nome pirata-do-mar. Suas penas não são a prova d'água, então preferem planar e capturar seus peixes no ar à mergulhar e capturá-los.


Outro registro que conseguimos foi dessa ave a baixo, o savacu-de-coroa. Apesar de ser comum em todo litoral brasileiro, não conhecia esta espécie. Vive em pântanos, manguezais e próximos a costa, se alimentando principalmente de caranguejos. Pode ser encontrado tanto em bandos como sozinhos.
Mais uma espécie para o blog!



Confiram nosso vídeo, se inscrevam no canal, curtam nossa página e fiquem ligados no Spirito Selvagem - Ubatuba!


 
Trilha sonora:
Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura)
Chimarruts - Iemanjá
Flora Matos - Esperar o sol
 

domingo, 31 de agosto de 2014

Ubatuba - Parte 2 - Projeto Tamar

De volta ao projeto Tamar, vamos falar sobre 4 das 5 espécies de tartarugas-marinhas que desovam no litoral brasileiro e o impacto que a atividade humana causa a esses animais.
1 a cada 1000 tartarugas-marinhas chegam a fase adulta. Isso é natural, sempre foi assim. O problema é que devido a atividade humana, principalmente a pesca, a mortalidade desses animais aumentou, ou seja, esse 1 que chegaria a fase adulta, cai na rede e morre.

O Projeto Tamar tem como objetivo a educação ambiental da população e parceria com pescadores, para diminuir a mortalidade desses animais. Quando uma tartaruga-marinha fica presa em uma rede de pesca, o pescador liga para o Projeto Tamar, para que a equipe se dirija ao local, solte e devolva esse animal ao mar.
Vamos conhecer as espécies que ocorrem no litoral brasileiro?

Primeiro falaremos sobre a tartaruga-oliva.
A tartaruga-oliva desova na área entre o litoral sul de Alagoas e o litoral norte da Bahia, com maior densidade em Sergipe. Se alimentam de peixes, moluscos, crustáceos, águas-vivas e eventualmente algas e pesa em média 40 kg.
   

A tartaruga-de-pente é considerada a mais bonita das tartarugas-marinhas, e seu casco é utilizado para a fabricação de pentes, armações para óculos e outros artefatos. Suas principais áreas de desova são o litoral norte da Bahia e Sergipe e no litoral sul do Rio Grande do Norte, porém, podem desovam em menor número em outros estados. Pode pesar até 150 kg e se alimenta principalmente de esponjas, anêmonas, lulas e camarões.


Na foto a baixo vemos uma tartaruga-oliva e uma tartaruga-cabeçuda. A cabeçuda tem esse nome pois possui a cabeça maior em relação ao corpo, do que as outras tartarugas-marinhas. Suas áreas de desova estão localizadas no norte da Bahia, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e Sergipe. Pesa entre 100 e 180 kg e se alimenta de caranguejos, moluscos, mexilhões  e outros invertebrados.


A baixo vemos um filhote de tartaruga-verde. Ubatuba é área de alimentação dessa espécie, sendo assim muito comum na região. Desova principalmente nas ilhas oceânicas, sendo Ilha da Trindade (ES), Atol das Rocas (RN) e Fernando de Noronha (PE). Na costa brasileira, possui área de desova no litoral norte da Bahia, Espírito Santo, Sergipe e Rio Grande do Norte. Pode pesar até 200 kg e sua dieta varia durante a vida, sendo onívora quando filhote e herbívora na fase adulta.


Ubatuba é uma área de alimentação das tartarugas-verdes, sendo estas facilmente encontradas na região. Em Ubatuba também há muitos pescadores, e o Tamar está sempre recebendo chamados de tartarugas que acabam presas nas redes destes pescadores.
A foto a baixo foi tirada do Caisão de Ubatuba. Alguns minutos olhando o mar do Caisão e já é possível avistar muitas tartarugas-verdes.

 
Essas são as 4 espécies de tartarugas-marinhas encontradas nas bases do Projeto Tamar. A tartaruga-de-couro ou tartaruga-gigante, que também ocorre no litoral brasileiro não é mantida em nenhuma base do Tamar devido ao seu tamanho, podendo chegar a 2 m e pesar 700 kg.
Confiram o vídeo que fizemos durante a visita ao Tamar e fiquem ligados no Momento Spirito Selvagem - Ubatuba!


 
Trilha sonora:
Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura)
Dazaranha - Deixa a tartaruga nadar
  

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Ubatuba - Parte 1

No meu primeiro dia de folga resolvi ir visitar novamente o Projeto Tamar. Porém, agora mostrarei o que encontrei antes de chegar ao Tamar.

 A vida na Terra teve origem no mar, e até hoje grande parte dos seres vivos vivem no mar ou próximos a ele. Muitas aves habitam a costa, se alimentando dos organismos marinhos ali presentes.

As aves possuem penas à prova d'água que ajudam a conservar o calor no corpo. Essa impermeabilidade é proporcionada por um óleo de uma glândula localizada acima da base da cauda. As aves esfregam esse óleo sobre as penas com seus bicos, para impermeabiliza-las.

O biguá (foto abaixo) não possui tal glândula, assim, encharcando as penas e facilitando o mergulho, já que se alimenta mergulhando em busca de peixes, podendo passar um bom tempo debaixo d'água. Se suas penas fossem impermeáveis, dificultaria esse mergulho. Por esse motivo, o biguá é visto muitas vezes com as asas abertas, se secando no sol.


Abaixo pode-se observar duas garças-branca, porém, de espécies diferentes! A maior é a garça-branca-grande e a menor é a garça-branca-pequena. A garça-branca-grande pode chegar a medir até 90 cm, enquanto a pequena, de 51 a 61 cm. A garça-branca-pequena é facilmente confundida com o filhote da garça-branca-grande, porém, uma das diferenças é que  a garça-branca-pequena apresenta o bico escuro.


O gaivotão é uma ave costeira, muito encontrada no litoral brasileiro, em manguezais, praias, dunas, restingas e lhas. Nidifica em ilhas próximas a costa, entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina, durante o inverno. Em Ubatuba é muito fácil avistar essa ave.


Confiram abaixo o primeiro vídeo feito em Ubatuba e fiquem ligados, porque logo falaremos sobre as tartarugas-marinhas e o Projeto Tamar!



Trilha sonora:
Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura) 
Armandinho - Onda no arraial
  

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sul de Minas - Parte 2

Dessa vez, visitamos uma região que a tempos não íamos. O Bairro dos Pimentas. No pouco tempo que passamos lá, conseguimos notar que a biodiversidade é maior do que em outras regiões próximas.
Logo de cara avistamos um gado se alimentando em um pasto aberto. Junto a este gado vimos algumas garças-vaqueiras e um pequeno bando de curicacas.
As garças-vaqueiras tem esse nome porque são frequentemente avistadas junto ao gado, onde se aproveitam para se alimentar dos mosquitos que ficam no dorso desses animais. No fim de tarde, todas as garças-vaqueiras localizados em regiões próximas, voam para uma mesma árvore, onde dormem empoleiradas. Já tivemos a oportunidade de presenciar essa chegada delas. Confiram esse fenômeno fantástico clicando aqui e aqui!


No mesmo pasto em que encontramos o gado e as garças, avistamos um pequeno grupo de curicacas.
Os curicacas vivem em pequenos bandos ou em casais com hábitos diurnos e crepusculares. São comumente avistados em campos abertos, onde procuram seu alimento. Sua alimentação é composta por insetos e outros invertebrados, pequenos lagartos, cobras, anfíbios e ratos. Quando anoitece, o bando se empoleira em cima das árvores



Só para não perder o costume, conseguimos mais registros de seriemas! Não houve vez em que fomos lá e não avistamos esse belo animal. 



Este é um suiriri-cavaleiro, pássaro encontrado em toda a região sul e sudeste e por toda a costa brasileira. Passa a maior parte do tempo no solo, assim como o joão-de-barro, e vive em campos e paisagens abertas. Assim como a garça-vaqueira, também tem o hábito de seguir bandos de grandes mamíferos, para se alimentar dos carrapatos parasitas destes animais e outros insetos.


Este é um pássaro do gênero Myiarchus sp. Não sei ao certo a qual espécie pertence, isso porque as espécies dese gênero são muito parecidas, sendo difícil sua identificação exata, porém é um pássaro da mesma família do bem-te-vi e do suiriri.


No pouco tempo que passamos no Bairro dos Pimentas, conseguimos notar a diferença de biodiversidade da região, em relação as outras que visitamos. Em aproximadamente uma hora, conseguimos mais registros do que várias horas que passamos nos últimos dois dias em outras regiões. Isso se deve a plantação de cana-de-açúcar. O Bairro dos Pimentas é uma das poucas áreas da região que não foi atingida pelo cultivo da cana.
A cana-de-açúcar, apesar da facilidade de seu cultivo, causa muitos problemas para o meio ambiente, como a degradação do solo através da erosão e prejudicando a ciclagem de nutrientes, deixando este solo pobre. Assim, o solo fica infértil, impedindo que outros tipos de vegetação cresçam nesta área. A medida que a vegetação de uma determinada área diminui, a fauna também diminui.

Agora chegou a hora de ir pra casa. Fiquem ligados e até a próxima!
  


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sul de Minas - Parte 1

Nesse último feriado fomos aproveitar mais uma vez a beleza do sul mineiro. Aproveitamos para bater perna pra roça!!
Este pássaro é o canário-da-terra-verdadeiro. Pássaro muito admirado pelo seu canto, e por conta disso é muito aprisionada em cativeiro estando entre as 10 aves mais apreendidas segundo o IBAMA. 
Mesmo assim, possui grande distribuição geográfica é uma das aves mais comuns na zona rural do sul de Minas, sendo avistado frequentemente.


Paramos no marco que é divisa do estado de São Paulo com Minas Gerais na Serra dos Marques. Estou bem na divisa, então estou em São Paulo ou em Minas??
Na foto meus queridos pais, que sempre estão comigo me orientando, incentivando e dividindo comigo experiências fantásticas! Obrigado por tudo!


No caminho é preciso tomar cuidado para não atropelar as vacas que resolvem mudar de pasto e precisam passar pela estrada. O único problema, com a falta de sinaleiros no local, é que elas atravessam e não dão a mínima se você está lá tentando passar. O jeito é sentar e esperar!


Na estrada da Serra dos Marques podemos encontrar bastante quartzo. O quartzo é o mineral mais abundante do solo. É extraído da natureza e utilizado para a fabricação de vidro, esmalte, cerâmica, relógios, na confecção de joias baratas, cinzeiros, etc e na construção civil.



Durante a tarde fomos premiados com a presença de duas aves de rapina. O carrapateiro e o quiriquiri.
O carrapateiro tem esse nome por ser frequentemente visto se alimentando de carrapatos parasitas de gados e capivaras Chega a medir 40 cm de altura e 74 cm de envergadura.


O quiriquiri é o menor falcão encontrado no Brasil. Caça a partir de poleiros fixos. Quando caça voa próximo ao solo, capturando e matando a presa ainda no solo, levando-a já morta para o poleiro.


Fiquem ligados!

terça-feira, 18 de março de 2014

São Sebastião do Paraiso - Parte 2 - Sítio sr Tomás

Continuando nossa aventura no sul de Minas Gerais, fomos até o sítio do sr Tomás, onde sempre vamos quando estamos na região. Ele nos recebeu muito bem e nos deixou dar uma volta pelo local.

O sr Tomás estava colhendo pimenta-do-reino. A pimenta-do-reino tem origem no sul da Índia, nas florestas de Kerala e sua introdução no Brasil foi no século XVII pelos portugueses, segundo a Embrapa. Clique aqui para saber como funciona o sistema de produção da pimenta-do-reino.


Enquanto observávamos o sr Tomás colhendo pimenta-do-reino, encontramos no pé da pimenta-do-reino, esse louva-a-deus. 


O louva-a-deus é um inseto muito comum, podendo ser encontrado em jardins de casas, campos e matas. O nome "louva-a-deus" foi dado devido sua posição natural de repouso, em que parece que o bichinho esta rezando para Deus. Esse inseto geralmente se alimenta de outros pequenos insetos, como moscas, abelhas, gafanhotos, etc. O louca-a-deus também inspirou um estilo de arte marcial, o Kung fu Louva-a-Deus no Norte.

Só porque eu disso no vídeo que as seriemas eram ariscas, nós pudemos vê-las diversas vezes durante o dia. É uma ave típica dos cerrados e muito comum na região. Toda vez que vamos para lá, é um registro garantido, mas nunca nos cansamos de fotografar esse belo animal.


Na foto abaixo a seriema passou bem perto da minha mochila que tinha deixado no chão para beber água. Foi só eu me afastar que ela passou.


Como disse no vídeo, não me lembrava do nome dessa raça de búfalo, até porque é um nome bem complicado. Mas já tinha postado sobre esse animal, então foi só pesquisar aqui no blog. Se trata do búfalo jaaffarabadi.




https://www.youtube.com/watch?v=IZMByIrup8I&feature=youtu.be



Obrigado por acompanharem mais uma aventura nossa no sul de Minas Gerais. Fiquem ligados no Momento Spirito Selvagem!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Praia da Jureia - Garça-azul

Em março a engenharia ambiental do SENAC fez uma visita à praia da Juréia, em Iguape, litoral paulista, iniciando um projeto para ajudar a população local, avaliando possíveis cenários futuros para a região. A maioria dos moradores da região possuem uma vida humilde. As ruas não são asfaltadas e a disposição do esgoto se da através de fossas.

Segue uma notícia do site Diário de Iguape que fala sobre nosso projeto na praia da Juréia:

SENAC SP faz Levantamento Socioambiental na Barra do Ribeira, em Iguape.

Apesar de estarmos no litoral, consegui apenas um registro novo, pois estava mais focado na realização do trabalho.


Essa é a garça-azul. Ave que habita principalmente o litoral, podendo ser encontrado também no Pantanal e na Bacia Amazõnica. Nas marés baixas, explora os manguezais e lamaçais do litoral. No Brasil, os manguezais são os únicos locais conhecidos em que essa espécie se reproduz. Ótimo lugar para esse animal viver, visto que se alimenta de peixes e pequenos invertebrados. Vive sozinha, em casais ou em grupos de três indivíduos.

Em breve estaremos voltando à Juréia para um estudo mais específico. E podem ter certeza que o Spirito Selvagem acompanhará esse trabalho!