Quem sou eu

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Sou amante dos animais e da natureza. Busco um caminho além das fronteiras impostas pelo homem. Procuro um meio de conhecer mais, aventurando e convivendo com esse universo além do ser humano, o mundo dos animais e das plantas, aonde existe vida. Acima de tudo este projeto foi criado para conscientizar as pessoas, mostrando muitos desses maravilhosos animais, fazendo-as compreender sua beleza e sua importância para o meio ambiente e para nós, humanos. Também temos como objetivo falar sobre todos os aspectos relacionados ao meio ambiente e a sustentabilidade. Lembrando que cada um de nós precisa fazer sua parte, para que possamos viver em um mundo sustentável. Qualquer dúvida é só entrar em contato! Marcus Farah.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sul de Minas - Parte 2

Dessa vez, visitamos uma região que a tempos não íamos. O Bairro dos Pimentas. No pouco tempo que passamos lá, conseguimos notar que a biodiversidade é maior do que em outras regiões próximas.
Logo de cara avistamos um gado se alimentando em um pasto aberto. Junto a este gado vimos algumas garças-vaqueiras e um pequeno bando de curicacas.
As garças-vaqueiras tem esse nome porque são frequentemente avistadas junto ao gado, onde se aproveitam para se alimentar dos mosquitos que ficam no dorso desses animais. No fim de tarde, todas as garças-vaqueiras localizados em regiões próximas, voam para uma mesma árvore, onde dormem empoleiradas. Já tivemos a oportunidade de presenciar essa chegada delas. Confiram esse fenômeno fantástico clicando aqui e aqui!


No mesmo pasto em que encontramos o gado e as garças, avistamos um pequeno grupo de curicacas.
Os curicacas vivem em pequenos bandos ou em casais com hábitos diurnos e crepusculares. São comumente avistados em campos abertos, onde procuram seu alimento. Sua alimentação é composta por insetos e outros invertebrados, pequenos lagartos, cobras, anfíbios e ratos. Quando anoitece, o bando se empoleira em cima das árvores



Só para não perder o costume, conseguimos mais registros de seriemas! Não houve vez em que fomos lá e não avistamos esse belo animal. 



Este é um suiriri-cavaleiro, pássaro encontrado em toda a região sul e sudeste e por toda a costa brasileira. Passa a maior parte do tempo no solo, assim como o joão-de-barro, e vive em campos e paisagens abertas. Assim como a garça-vaqueira, também tem o hábito de seguir bandos de grandes mamíferos, para se alimentar dos carrapatos parasitas destes animais e outros insetos.


Este é um pássaro do gênero Myiarchus sp. Não sei ao certo a qual espécie pertence, isso porque as espécies dese gênero são muito parecidas, sendo difícil sua identificação exata, porém é um pássaro da mesma família do bem-te-vi e do suiriri.


No pouco tempo que passamos no Bairro dos Pimentas, conseguimos notar a diferença de biodiversidade da região, em relação as outras que visitamos. Em aproximadamente uma hora, conseguimos mais registros do que várias horas que passamos nos últimos dois dias em outras regiões. Isso se deve a plantação de cana-de-açúcar. O Bairro dos Pimentas é uma das poucas áreas da região que não foi atingida pelo cultivo da cana.
A cana-de-açúcar, apesar da facilidade de seu cultivo, causa muitos problemas para o meio ambiente, como a degradação do solo através da erosão e prejudicando a ciclagem de nutrientes, deixando este solo pobre. Assim, o solo fica infértil, impedindo que outros tipos de vegetação cresçam nesta área. A medida que a vegetação de uma determinada área diminui, a fauna também diminui.

Agora chegou a hora de ir pra casa. Fiquem ligados e até a próxima!
  


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sul de Minas - Parte 1

Nesse último feriado fomos aproveitar mais uma vez a beleza do sul mineiro. Aproveitamos para bater perna pra roça!!
Este pássaro é o canário-da-terra-verdadeiro. Pássaro muito admirado pelo seu canto, e por conta disso é muito aprisionada em cativeiro estando entre as 10 aves mais apreendidas segundo o IBAMA. 
Mesmo assim, possui grande distribuição geográfica é uma das aves mais comuns na zona rural do sul de Minas, sendo avistado frequentemente.


Paramos no marco que é divisa do estado de São Paulo com Minas Gerais na Serra dos Marques. Estou bem na divisa, então estou em São Paulo ou em Minas??
Na foto meus queridos pais, que sempre estão comigo me orientando, incentivando e dividindo comigo experiências fantásticas! Obrigado por tudo!


No caminho é preciso tomar cuidado para não atropelar as vacas que resolvem mudar de pasto e precisam passar pela estrada. O único problema, com a falta de sinaleiros no local, é que elas atravessam e não dão a mínima se você está lá tentando passar. O jeito é sentar e esperar!


Na estrada da Serra dos Marques podemos encontrar bastante quartzo. O quartzo é o mineral mais abundante do solo. É extraído da natureza e utilizado para a fabricação de vidro, esmalte, cerâmica, relógios, na confecção de joias baratas, cinzeiros, etc e na construção civil.



Durante a tarde fomos premiados com a presença de duas aves de rapina. O carrapateiro e o quiriquiri.
O carrapateiro tem esse nome por ser frequentemente visto se alimentando de carrapatos parasitas de gados e capivaras Chega a medir 40 cm de altura e 74 cm de envergadura.


O quiriquiri é o menor falcão encontrado no Brasil. Caça a partir de poleiros fixos. Quando caça voa próximo ao solo, capturando e matando a presa ainda no solo, levando-a já morta para o poleiro.


Fiquem ligados!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Oliveira - Pé de azeitona

A oliveira é uma árvore de folhas perenes, ou seja, mantém sua folhagem durante todo o ano. Em geral, chega a medir de 4 a 5 metros, mas há casos em que chegam a ultrapassar os 10 metros. Suas folhas possuem coloração verde escura  por cima e acinzentada por baixo. Suas flores são pequenas, brancas e surgem em cachos na estação da primavera. Seu fruto é conhecido como oliva ou azeitona e seu tamanho e forma podem variar.


Seus frutos só podem ser consumidos após serem processados, na forma de azeite ou de conserva. Uma oliveira rende em média 20kg de azeitonas. 
Para se produzir  1 litro de azeite são necessários de 5 a 6 kg de azeitonas, em média.
Seu cultiva é feito principalmente na região mediterrânea, sendo a Itália e a Espanha seus maiores produtores.


A oliveira é capaz de se adaptar a tipos variados de solo, porém, é exigente em relação as condições climáticas. O clima deve ser seco no verão e frio e úmido no inverno. Seu ciclo produtivo tem inicio entre 5 e 10 anos de idade, variando de acordo com as condições de cultivo e climáticas.


Enquanto ''experimentávamos'' a oliveira, pude ouvir um canto ''quiriquiri'' do menor falcão e uma das menores aves de rapina do Brasil, o quiriquiri. Chega a medir 27 centímetros e pesar até 140g.
Este falcão encontrado em todo o território brasileiro vive em áreas abertas, semi-urbanizadas e margens de estradas.


Confiram nosso vídeo sobre a oliveira!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Spirito Sertanejo - Fã Clube Luana Marques e Juliano

Foi criado o primeiro Fã Clube Oficial da dupla de Monte Santo de Minas, Luana Marques e Juliano. Acessem e fiquem por dentro das últimas notícias e da história dessa dupla incrível!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ecoturismo e sobrevivência - Dia 2

Passamos uma noite bem fria e chuvosa. Pela manhã, a primeira coisa a fazer foi comer um delicioso café da manhã composto por enlatado de salsicha e água morna recém purificada! 

Todas as águas naturais possuem uma infinidade de microrganismos e podem vir a causar doenças se ingeridas sem serem purificadas. As águas de rios geralmente oferecem menos riscos pois estão em movimento, circulando, o que permite uma filtração natural. Mesmo assim, oferecem riscos a saúde devido a presença desses microrganismos. Águas estagnadas (paradas) oferecem ainda mais riscos, pois não escoam para nenhum lugar, assim, diversos insetos depositam suas larvas nessas águas e protozoários aparecem com mais frequência, aumentando os riscos a saúde.

Para se purificar a água em situações de sobrevivência, trilhas, etc, pode-se utilizar o comprimido Clorin, que é um comprimido a base de cloro ativo cujo objetivo é combater as bactérias presentes na água.  Para cada 1l de água a ser purificada é preciso colocar 1 comprimido do Clorin e esperar meia hora para o consumo. Quando não há a possibilidade de se ferver a água, essa é a melhor maneira de se obter água potável. É importe sempre levar consigo uma cartela com esse comprimido quando for acampar ou fazer trilhas. o Clorin pode ser encontrado em lojas de camping, caça, pesca e em farmácias.

Apesar do Clorin, a melhor opção para se purificar a água é ferve-la, pois as altas temperaturas matam os microrganismos. 


Antes de sairmos para a trilha que nos levaria a cachoeira onde realizamos o rapel, tivemos um básico curso de nós, onde aprendemos cerca de 5 nós básicos, como o nó oito básico e o nó nove.


Depois de aprendermos alguns nós básicos, seguimos à trilha da cachoeira, que durou cerca de 1h30. Em alguns momentos o silêncio também faz parte da sobrevivência. Houve um momento em que tivemos que ficar em silêncio devido a presença de uma colmeia de marimbondos. Se fizéssemos barulho, os marimbondos poderiam atacar.


Após 1h30 de trilha chegamos a cachoeira onde realizamos o rapel. A cachoeira possui uma inclinação de cerca de 70º e 40 metros. Apesar de não ter uma inclinação de 90º, por ser uma cachoeira, o chão é muito escorregadio, dificultando a descida. 
O rapel é uma atividade vertical praticada utilizando técnicas verticais, cordas e equipamentos de proteção adequados para a descida de obstáculos como cachoeiras, paredões, prédios, etc. É uma técnica muito utilizada em atividades de Turismo de Aventura e por espeleólogos em explorações de cavernas. Antes da prática do rapel, é preciso que o praticante tenha tido instruções básicas, cursos preparatórios e seja acompanhado por um especialista.


E assim chegamos ao final do curso Ecoturismo e Técnicas Básicas de sobrevivência ministrado pelo Eduardo da Equipe Trilhas da Terra. Foi um fim de semana incrível onde vivemos experiências únicas, fizemos novas amizades e pudemos estar em contato com a natureza e seus seres incríveis. 
Gostaria de deixar um agradecimento especial ao Eduardo, pela oportunidade de realizarmos o curso e estarmos em contato com a natureza. Gostaria de agradecer também ao Raul, Gisele e Thiago, que também participaram do curso e juntos, vivenciamos essa experiência fantástica. 


Confiram abaixo o vídeo do segundo dia do curso. 


Trilha sonora:
AC/DC - Rock'n, roll train (abertura)
Joe Satriani - Summer Song
The Tokens - The lion sleeps tonight
Jerry C - Canon rock

Obrigado por nos acompanharem e fiquem ligados no Momento Spirito Selvagem!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ecoturismo e sobrevivência - Dia 1

Nos dias 12 e 13 de abril participamos do curso de Ecoturismo e Técnicas Básicas de sobrevivência com a equipe Trilhas da Terra. 
O ponto de encontro foi no restaurante DIB na divisa de Mairiporã e São Paulo. De lá fomos para a trilha que nos levaria ao local do acampamento.



No caminho encontramos algumas aranhas. A aranha Nephila foi a mais vista. Esse gênero de aranha é muito comum em regiões quentes do continente americano. No Brasil elas podem ser encontradas por toda a região da Mata Atlântica. Esta aranha é uma tecedeira que constrói suas teias com formato circular em locais entre a vegetação onde insetos costumam voar. A seda de sua teia é muito resistente, podendo ser perigosa até para pequenos passos que ficam presos.


Os anfíbios nos acompanharam durante todo o primeiro dia. O primeiro que encontramos foi esse sapo-de-chifres. Apesar do nome e de falarmos no vídeo abaixo que se trata de um sapo, este animal é da família das rãs. O apelido de sapo deve-se a sua pele camuflada e enrugada e por caminhar pelo chão da floresta. O nome popular sapo-de-chifres se deve as suas ''sobrancelhas'' que possuem o formato parecido com cifres.


Na primeira parte do curso aprendemos a arrumar a mochila para uma trilha de acordo com as prioridades. Mesmo se a trilha for de apenas um dia, deve-se estar sempre preparado e equipado caso precise ficar mais tempo e montar um acampamento, pois a natureza é sempre imprevisível.


Após a aula de como montar uma mochila, nós montamos o acampamento. Ficamos em barracas, mas o Eduardo, nosso guia, montou um abrigo improvisado no chão. A preferência é que o abrigo esteja sempre no alto e longe do chão, para evitar animais como cobras, mas no chão também é muito útil se você precisar passar a noite na mata.


A uma certa distância do acampamento, cavamos a latrina, que serve como vaso sanitário, onde são feitas as necessidades.


Depois de nos instalarmos, fizemos uma trilha até uma cachoeira e no caminho encontramos esse tucano-de-bico-verde. É uma ave que vive em áreas florestadas, principalmente na mata atlântica. Apesar termos conseguido apenas uma foto e registrar só um indivíduo havia mais tucanos por perto. Sabemos disso pois ouvimos o canto desses animais por um bom tempo, mas por ser mata fechada e por eles estarem na copa das árvores, foi  difícil visualizá-los. Felizmente conseguimos uma foto!


Após uma trilha bem cansativa, pudemos relaxar tomando um banho de cachoeira mais que merecido!


No caminho de volta encontramos outro anfíbio. Este é um exemplar macho da perereca-de-banheiro. Sabe-se que é macho devido a sua coloração, característica dos machos quando estão em atividade reprodutiva.


Esta taturana estava andando na minha perna. O perigo desses animais está em suas cerdas (pelos), que causam fortes queimaduras. Dei sorte dessas cerdas não encostarem em mim.


Chegando da trilha acendemos uma fogueira para nos aquecer durante a noite e preparamos nosso jantar. No meu caso, um delicioso enlatado de atum!


No meio da noite encontramos essa perereca perto do acampamento. Não consegui identificá-la. Se alguém souber qual é essa espécie, deixe nos comentários. Obrigado!


Encontramos duas pererecas e uma rã (sapo-de-chifre). Com tantos anfíbios, acho importante explicar a diferença entre esses animais.  Os sapos, rãs e pererecas são anfíbios anuros, ordem de anfíbios sem cauda. 

Sapos - Anuros de pele rugosa, seca e com verrugas. Pernas curtas, o que não permite que esses animais deem pulos de longa distância.
Rãs - Pele lisa e pernas longas, que permitem saltos longos. Suas patas traseiras podem ter membranas que auxiliam a rã a nadar. 
Pererecas - Pele lisa, pernas longas e patas dotadas de ventosas (servem para a fixação, ajudando a subir em árvores).



Trilha sonora:
AC/DC - Rock'n roll train (abertura)
Erick Johnson - Cliffs of Dover  
Justin Moore - How I Got To Be This Way
Pearl Jam - Last Kiss

Esse foi o primeiro dia do curso na mata atlântica. Em breve mostraremos como foi o segundo dia. Fiquem ligados!

domingo, 13 de abril de 2014

Em breve - Fotos e vídeos do Curso Ecoturismo e Técnicas Básicas de Sobrivivência

É isso aí, pessoal, passamos o fim de semana com o Eduardo da equipe Trilhas da Terra no curso de Ecoturismo e Técnicas Básicas de Sobrevivência. Logo estaremos mostrando como foi essa aventura na natureza! Fiquem ligados!