Quem sou eu

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Sou amante dos animais e da natureza. Busco um caminho além das fronteiras impostas pelo homem. Procuro um meio de conhecer mais, aventurando e convivendo com esse universo além do ser humano, o mundo dos animais e das plantas, aonde existe vida. Acima de tudo este projeto foi criado para conscientizar as pessoas, mostrando muitos desses maravilhosos animais, fazendo-as compreender sua beleza e sua importância para o meio ambiente e para nós, humanos. Também temos como objetivo falar sobre todos os aspectos relacionados ao meio ambiente e a sustentabilidade. Lembrando que cada um de nós precisa fazer sua parte, para que possamos viver em um mundo sustentável. Qualquer dúvida é só entrar em contato! Marcus Farah.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cananéia - Parte 1, Cooperostra

De norte a sul do litoral paulista, passamos de Ubatuba para Cananéia. Em outubro fizemos uma visita técnica com a faculdade em Cananéia, com o objetivo de aprender mais sobre o processo de gestão do projeto de manejo de ostra da Cooperativa de Produtores de Ostras (Cooperostra) e sobre a estrutura de implantação da Reserva Extrativista do Mandira de Cananéia. Quando surgiu a Cooperostra, os cooperados foram capacitados em gestão de projetos pelo José Luis Silva de Oliveira do Instituto Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, gestor ambiental e professor do Centro Universitário SENAC (O Zé Luis é meu professor de Gestão de Projetos e foi quem organizou a visita técnica).

Nossa primeira parada em Cananéia foi no Instituto de Pesca para ter uma palestra com a pesquisadora Celena para entender a relação do Instituto de Pesca com a cooperativa. O instituto auxilia na organização da cooperativa e também realiza estudos sobre as ostras na Reserva Extrativista do Mandira.

Entrada do Instituto de Pesca de Cananéia

Entrada da Cooperostra

Em seguida fomos até a cooperativa conversar com o funcionário Mario e aprender um pouco mais sobre a cooperostra, sua organização, história e como é realizada a engorda, extração e comercialização das ostras. 

A ostra é um molusco bivalve, ou seja, que possui duas conchas. Podem ser encontradas em todos os mares do mundo, menos em regiões muito frias ou poluídas e são muito apreciadas na culinária por diversos povos.

A extração e comercialização das ostras é a principal fonte econômica de Cananéia e antes da cooperostra a extração era feita pelos coletores de ostra, cada um por si. A cooperostra surgiu para melhorar a situação precária dos coletores tradicionais que coletavam clandestinamente e vendiam aos atravessadores para garantir sua subsistência. Assim a Cooperostra surgiu para organizar a produção e o comércio das ostras, resultando em um aumento da qualidade do produto, certificando-o e assim, ampliando seu mercado.


A Cooperostra extrai o recurso de modo sustentável, respeitando o período de defeso, e assim permitindo que ele se mantenha e não se esgote. O defeso é uma época do ano em que é proibido a extração de determinado recurso marinho com a finalidade de preservar tal recurso para que ele possa se manter. O período de defeso das ostras vai de 18 de dezembro a 18 de fevereiro. O período anual é instituído pelo Ibama e varia conforme o período de reprodução de cada espécie.


O período de defesa das ostras é durante a melhor época de vendas devido ao turismo que cresce em dezembro e janeiro. Devido a isso surgiu a ideia da engorda. A coleta é feita meses antes e ostra é colocada para engorda para que esteja no tamanho ideal (de 5 a 8 cm) de venda na época da engorda. Assim é possível vender sem extrair.


O processo de limpeza da ostra é realizado por depuração (filtragem e purificação) do molusco, utilizando água potável.


No tempo em que ficamos na Cooperostra recebemos algumas visitas. 

Nosso primeiro visitante foi esse conhecido habitante do litoral. O caranguejo, um crustáceo que pode ser encontrado em regiões litorâneas por todo o mundo e que possui a capacidade de se adaptar a qualquer tipo de água.


Outro visitante foi esse lindo saí-azul! Foi realmente um presente incrível, fazia tempo que não avistava um desse!


Depois de um belo dia de muito aprendizado pudemos experimentar uma saborosa ostrinha.
 

Fiquem ligados, na próxima iremos até a Reserva Extrativista do Mandira!



Trilha sonora:
Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura)
Tokens - The Lion Sleeps Tonight
   

domingo, 23 de novembro de 2014

Greenpeace

O Greenpeace é a maior ONG de preservação ambiental do planeta, há mais de 40 anos lutando pela causa ambiental e hoje está em mais de 40 países. A ONG chegou ao Brasil em 1992, marcando sua fundação no país com um protesto contra a usina nuclear de Angra. Os ativistas chegaram por mar, a bordo do navio Rainbow Warrior e fixaram 800 cruzes no pátio da usina, simbolizando o número de mortos no acidente de Chernobyl. A primeira grande vitória no país se deu um ano depois com a proibição da importação do lixo tóxico.

Nesse mês comecei a trabalhar e fazer parte dessa maravilhosa ONG, continuando assim, a luta em defesa da natureza e da vida. Que eu possa sempre estar aprendendo e me capacitando cada vez mais para entender e defender o meio ambiente!

Só conseguiremos mudar o mundo se cada um fizer a sua parte. Com União e Garra podemos dar um futuro melhor para as próximas gerações. Precisamos assumir nossas responsabilidades, dar o exemplo e ter atitudes mais sustentáveis, assim podemos cobrar isso dos nossos governantes e também de nossos amigos e familiares. Se colocarmos nossas mãos juntas, nada é impossível! Vamos juntos pela vida!
       
Equipe Gaia do Greenpeace

sábado, 1 de novembro de 2014

Ubatuba - Parte Final

É isso aí galera, o que é bom dura pouco. Chegamos ao fim da nossa aventura em Ubatuba! No meu último fim de semana meus pais foram até lá e eu pude leva-los para conhecer alguns lugares legais em Ubatuba, como o caisão, o aquário e o projeto Tamar, que minha mãe ainda não conhecia. No dia seguinte fomos até a praia do Felix e até Paraty e enfim voltamos para São Paulo. Confiram o último vídeo de Ubatuba!


Obrigado a todos que participaram e estiveram comigo nesse mês fantástico e o fizeram ser inesquecível!
Clara, Matheus, Dandara, Nadja, Pepa, Renan, Guilherme, Rodrigo, Danilo, Carlinhos, Pichu, Carla, Paula, Cabala, Felipe, Renata, Tamires, Fernanda, Hanna, Denise, Mel, Matheus, Ytalo, Claudia, Mariana, Rhyllary, Aline, Karol, Mariana, Thais, Henrique, e é claro, aos meus queridos pais Roberto e Katia!

Até a próxima e fiquem ligados!

 
Trilha sonora:
Charlie Brown Jr - Ritmo, ritual e responsa (abertura)
Semente na Ativa - Sorria
Circuladô de Fulô - Xote de Ubatuba
  

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ubatuba - Parte 6 - Golfinho

Finalmente! Hoje vamos falar sobre o golfinho que encalhou na praia de Itamambuca e foi resgatado pelo Instituto Argonauta.

No dia 27 de julho o Instituto Argonauta recebeu um chamado de um golfinho que encalhou na praia de Itamambuca, em Ubatuba. Rapidamente nos dirigimos para o local. Na equipe que realizou o resgate do golfinho estavam o biólogo Danilo, o veterinário Rodrigo e a veterinária Paula, profissionais do Instituto Argonauta e eu e a Ana Paula (Pepa), estagiários do Instituto.

Casos como esse, de golfinhos encalhados são relativamente comuns por todo o litoral. Geralmente isso acontece com animais que estão muito fracos e não conseguem acompanhar o bando, ficando desnorteados e acabando por encalhar nas praias.

Chegando ao local, foi preciso realizar alguns procedimentos básicos para determinar o estado de saúde do golfinho, além de um trabalho de educação ambiental com as pessoas que estavam em volta. Nesse trabalho foi explicado os possíveis motivos do golfinho ter encalhado, quem é o Instituto Argonauta e o que faríamos para ajudar o golfinho.


Foi constatado que o animal estava fraco e hipotérmico. Ele foi medicado e foi realizada uma tentativa de soltura, mas depois de nadar pelas águas rasas por quase meia hora, o golfinho voltou a encalhar.


Como não houve melhora do golfinho após a medicação, foi preciso leva-lo até o CRETA (Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Aquáticos do Instituto Argonauta) para que pudesse se recuperar até estar pronto para voltar ao mar. No CRETA ele precisou de atenção 24h por dia, mas se recuperou rápido e bem.

O golfinho foi identificado como sendo do gênero Stenella. Os golfinhos desse gênero são espécies oceânicas e não costeiras, e não é comum serem vistos perto da costa, ao contrário de espécies como o golfinho-nariz-de-garrafa, que possuem hábitos costeiros.


Apesar de se parecerem com peixes, os golfinhos na verdade são mamíferos, assim como nós. Eles possuem pelos, são endotérmicos, produzem leite, respiram ar e podem se afogar, se presos por muito tempo debaixo d'água. Esse é um exemplo de 'convergência evolutiva', na qual diferentes espécies possuem estruturas parecidas pois possuem modos de vida semelhantes.

Assim como as baleias, os golfinhos fazem parte do grupo de mamíferos marinhos da ordem Cetacea (cetáceos), e passam toda a vida no mar, ao contrario de outros mamíferos marinhos como o lobo-marinho e a foca, que podem retornar a terra.

Esses animais se comunicam através de um mecanismo semelhante ao sonar dos morcegos, conhecido como ecolocalização. Através da ecolocalização eles emitem sons na água que podem ser ouvidos por outros golfinhos a quilômetros de distância, permitindo assim que localizem uns aos outros.

Outro ponto positivo é que esses animais são muito sociáveis e podem facilmente entrar em grupos de outras espécies de golfinhos, dando a este animal mais chances de encontrar um grupo e sobreviver ao ser solto no mar.


Depois de cinco dias de plantão, foi uma satisfação enorme poder ver um animal que dedicamos dias para cuidar, voltando ao mar, forte e saudável. É realmente muito emocionante e fiquei muito feliz! Isso mostra que todo o esforço e dedicação valeram a pena. Parabéns a equipe do Instituto Argonauta!

Equipe do Instituto Argonauta que ficou de plantão por cinco dias cuidando do golfinho! Profissionais Danilo, Rodrigo e Carlinhos e estagiários Clara, Matheus, Dandara, Nadja, Pepa, Renan, Guilherme e eu.

Além de tudo isso, foi trabalhando no Instituto Argonauta que eu tive minha primeira aparição na mídia! Confiram as reportagens da Veja e da Record onde eu apareço rapidamente de capa de chuva amarela, durante o resgate e também a reportagem da Rede Globo sobre a soltura do golfinho, da qual eu não participei, mas o golfinho foi acompanhado pelos profissionais do Instituto Argonauta e pelo Matheus, que também estava estagiando no CRETA.



   
IMPORTANTE

Se alguém ver um golfinho vivo encalhado, o recomendado é ligar para o órgão ou instituição local responsável, podendo ser institutos como o Argonauta, aquário da cidade ou mesmo a polícia ambiental. Para manter o golfinho vivo até a ajuda chegar, o importante é fazer 'buracos' debaixo das nadadeiras para que ele não se machuque caso se debata, e manter o animal úmido, sem deixar que a água entre no orifício respiratório, pois se isso acontecer ele pode morrer.  

Espero que tenham gostado. Fiquem ligados!
    

domingo, 19 de outubro de 2014

Belo Monte, Anúncio de uma Guerra

Eu peço a todos, que se possível, assistam a esse filme e reflitam. Belo Monte vale mesmo a pena? Belo Monte é mesmo necessária? Quais são as consequências? Vidas humanas? Culturas? Assistam a triste e verdadeira história por trás da construção dessa hidrelétrica.

 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ubatuba - Parte 5 - Costões Rochosos

Nessa postagem trataremos apenas de costões rochosos, ambientes de transição entre o continente e o mar.

Costão rochoso é um ambiente costeiro de transição entre o continente e o mar. No Brasil, suas rochas são de origem vulcânica e podem se estruturar de diferentes maneiras. O costão pode ser formado por paredões verticais que podem atingir muitos metros tanto de altura acima do nível do mar, como de profundidade, como por exemplo na Ilha de Trindade, ou por matacões de rochas fragmentadas com pouca inclinação, como é o caso da costa de Ubatuba.

A ocorrência de costões rochosos está relacionada com a proximidade das serras em relação ao Oceano Atlântico. Em locais como Ubatuba, onde a Serra do Mar se eleva próxima ao oceano há um predomínio de costões rochosos no limite terra-oceano, porém, em locais onde a Serra do Mar está distante da costa, a predominância é de manguezais e restingas, assim como em Cananéia. 
  

Costão rochoso da praia do Tenório - Ubatuba

Os costões podem ser modelados por influências físicas (erosão, batimento das ondas, ventos, chuvas e temperatura), químicas (decomposição das rochas) e biológicas (desgaste das rochas causados por organismos presentes no costão).


Os costões rochosos apresentam uma rica biodiversidade, como algas e diversos animais marinhos que se fixam às rochas, assim como espécies de moluscos, crustáceos, peixes, tartarugas, entre outros. Alguns animais como os caranguejos vivem no costão, utilizando o labirinto de rochas como proteção para predadores. Esses animais são muito espertos, basta chegar perto e eles já fogem para o meio das pedras.


Existem diversos tipos de poluição em ambientes costeiros marinhos causadas pelo homem. Derramamento de petróleo e poluição por esgotos domésticos são algumas das mais graves, mas esse assunto específico ficará para uma próxima vez.

Em costões rochosos é comum encontrar lixos de todos tipos que foram deixados lá ou mesmo que foram jogados no mar e foram trazidos pela correnteza e acabaram ficando presos entre as rochas. Lixos como garrafas pet, latinhas, roupas, calçados, etc. Em Ubatuba chegamos a encontrar até um colchão no costão!! Infelizmente não registrei esse colchão, mas nós o levamos para o Instituto Argonauta e ele está sendo utilizado sempre que preciso, durante o tratamento e a estadia de animais no CRETA.

O fato é que muitas vezes as pessoas não sabem o impacto que causam jogando esses materiais no mar. Muitos animais podem acabar se machucando ou até comendo esses objetos. Casos de aves com lixo no estômago são muito comuns no CRETA. 

Sendo assim, toda vez que for jogar um lixo no mar, ou no chão, ou em qualquer outro lugar que não seja uma lixeira, pense nos impactos que você está causando.



Enfim, falamos um pouco sobre os costões rochosos, mas ainda há muito o que se discutir sobre esse ambiente, mas teremos outras oportunidades para isso. Amanhã estarei indo com a faculdade para Cananéia em uma saída de campo. Quando voltar, terminaremos de falar sobre Ubatuba e falaremos sobre Cananéia e o litoral sul de São Paulo. Fiquem ligados!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ubatuba - Parte 4

No caminho de mais um dia de trabalho, assim como todos os outros, fomos agraciados com a presença de diversas aves que habitam a região. Abaixo vemos gaivotas, que são uma família de aves marinhas, encontradas em todo litoral brasileiro, sendo o gaivotão a espécie mais encontrada no litoral paulista; garças-brancas, que são aves aquáticas e podem ser encontradas desde o litoral, até o interior do país e nos grandes municípios e o urubu-de-cabeça-preta, ave que se alimenta de animais mortos e que também pode ser encontrada em todo território nacional. O biguá também é uma ave aquática muito comum na região e que avistamos com frequência.


Essa é uma visão comum na região. A costa de Ubatuba é repleta de espécies de peixes e de lugares bons para pescar, e onde há barcos pesqueiros, há aves em volta. As aves marinhas vivem seguindo os barcos pesqueiros tentando abocanhar os peixes indesejados que os pescadores devolvem ao mar. 


Em mais um dia de folga, resolvemos ir até Trindade, no Rio de Janeiro, para visitar as famosas Piscinas Naturais de Trindade, também conhecidas como Piscina Natural do Cachadaço. É possível chegar nas piscinas por trilha ou por barco. Optamos por ir de barco, que saiu da Praia do Meio e nos levou até elas.


Possuem esse nome pois são cercadas de rochas vulcânicas, que formam uma piscina natural onde é possível nadar. Apesar do dia não estar ensolarado, deu para aproveitar muito. As piscinas naturais são belíssimas!


É com esse lindo pôr do sol finalizamos mais um dia. Continuem nos acompanhando e fiquem ligados!